Quem veio primeiro, o homem ou a sociedade?

Assim como na eterna dúvida sobre o surgimento do ovo ou da galinha, também existe a questão sobre quem surgiu primeiro, o homem ou a sociedade. Melhor ainda se reformularmos a pergunta, de forma a fazer mais sentido. O que fez o homem viver em sociedade? A sociedade é algo intrínseco a sua existência ou o lado racional que percebeu que sozinho não poderia sobreviver?

São duas teorias que se dividem para tentar explicar essa situação. A primeira, denominada Teoria Natural, apoiada por Aristóteles e Thomás de Aquino, diz que o homem é um ser social e a vida em grupo faz parte de sua natureza. Por isso ele sempre viveu em grupos e apenas se organizou com o passar dos tempos.

Essa teoria é em muito apoiada por teorias evolucionistas. Como o homem descende dos primatas, a vida em bando era algo antes de sua evolução e surgimento do raciocínio lógico e escrita. Chimpanzés e gorilas vivem em bandos, com lideranças, mas nem por isso são seres racionais.

Já a Teoria Contratual, descrita por Thomas Hobbes e Jean Jaques Rousseau, o homem vivia isoladamente na natureza, mas devido a racionalização de que em grupos seria mais fácil a sobrevivência, surgiram as sociedades. No entanto, a visão de Hobbes e Rousseau é divergente em um ponto crucial.

Para Hobbes, o homem é maligno por natureza, daí a máxima “O homem é o lobo do homem”. Então, sabendo o mal que poderia causar ao próximo, e por consequência o próximo causar a ele, decidiu viver em grupo de forma a preservar a proteção mútua e “tomar conta” dos outros.

Rousseau  (tolinho!), ao contrário, acredita na bondade humana. Para conversar a liberdade e igualdade entre os homens, decide viver em sociedade. Com isso, através da união de todos, o homem tem garantida sua liberdade, além de otimizar atividades que antes eram realizadas individualmete, como a coleta de frutos ou agricultura.

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